sexta-feira, 16 de novembro de 2007

FITO & FITIPALDIS - "POR LA BOCA VIVE EL PEZ"
Algo lo que me invade, todo viene de dentro Nunca lo que me sacie, siempre quiero, lobo hambriento. Todo me queda grande para no estar contigo. Sabes, quisiera darte siempre un poco más de lo que te pido. Sabes que soñaré, si no estás que me despierto contigo. Sabes que quiero más, no se vivir solo con 5 sentidos. Este mar cada vez guarda mas barcos hundidos. Tu eres aire, yo papel, donde vayas yo me iré, si me quedo a oscuras luz de la locura ven y alumbrame. Alguien dijo alguna vez por la boca vive el pez y yo lo estoy diciendo, te lo estoy diciendo otra vez. Dime porque preguntas cuanto te he echao de menos, si en cada canción que escribo corazón eres tú el acento. No quiero estrella errante, no quiero ver la aurora quiero mirar tus ojos del color de la cocacola Sabes que soñaré, si no estas que me despierto contigo. Sabes que quiero más, no se vivir solo con 5 sentidos. Este mar cada vez guarda mas barcos hundidos. No estas conmigo siempre que te canto, yo hago canciones para estar contigo, porque escribo igual que sangro, porque sangro todo lo que escribo. me he dado cuenta cada vez que canto que si no canto no se lo que digo. La pena está bailando con el llanto y cuando quiera bailará conmigo. La vida apenas solo dura un rato y es lo que tengo para estar contigo para decirte lo que nunca canto, para cantarte lo que nunca digo.

Este texto foi deliberadamente colocado sem pausas poéticas.
Porque há pessoas de imagens e há pessoas de palavras. E eu sou destas últimas.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

This one goes to... JP

Just because I like you. :)


"Aenima" – Tool

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terça-feira, 11 de setembro de 2007

Devolver ao povo... mas não tudo

Há 80 anos, em plena Guerra Civil, Franco consegue os Pazos de Meiras, uma pequena localidade galega. Com a "doação" de um dia de salário de cada funcionário público, este monumento histórico passou para as mãos do ditador e depois para as da sua família. A Xunta de Galicia reclama que o monumento deve ser aberto ao público, por ser de interesse histórico, mas Carmen Franco (a filha do Generalíssimo) não está de acordo. Os Franco são acusados de saquear todo o património histórico que existia no interior da propriedade depois de saberem das intenções da Xunta e de se recusarem a deixar entrar os técnicos de avaliação de património. Dizem que, após 80 anos e independentemente da forma como foi conseguido, os Pazos de Meiras são propriedade privada.
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No fim da ditadura franquista, a família Franco preparava-se para vender tudo o que tinha e mudar-se para Miami. Juan Carlos disse-lhe que podiam ficar, porque em Espanha não haveria "revanchismo" político contra a família do ditador. Eles ficaram e casaram com gente também abastada financeiramente. As fortunas engrossaram, e nem sempre de uma maneira ilegal. Agora querem que os Franco sejam praticamente despojados de tudo.
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Ironicamente, a neta favorita de Franco, a Carmen Martinez-Bordiú, aumentou grandemente a sua conta bancária à conta de exclusivas nas revistas espanholas. O seu irmão, Jaime Martinez-Bordiú, debate-se na justiça com a sua ex-companheira e uma acusação de maus tratos num hotel de Marbella, e alimenta horas de programas de televisão sobre os famosos de Espanha.
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Eu pergunto: afinal em que ficamos? Então e os monumentos onde vivem os Borbones monarcas, os condes disto e daquilo e outros entes monárquicos afins não têm que ser também devolvidos ao povo? E a fortuna colossal do património da Duquesa de Alba?
Ou será isto... revanchismo a longo prazo?

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segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Gente que salva gente

A Fundação Edhi não tem freiras mediáticas. Tem apenas crianças e um berço de metal, onde as mães deixam as crias rejeitadas, com um grande cartaz em urdu e inglês a suplicar "Não mates!". Algumas continuam a matar; outras apenas os entregam à sua sorte.
Todos os dias são encontrados bebés nas lixeiras do Paquistão. Crianças com deficiências, resultados de adultérios e relações fora do casamento e outros dramas afins. Esta Fundação recolhe-os e já salvou milhares de uma morte certa. Repito: não tem freiras mediáticas e ninguém fala deles. Duvido que a "mãe Edhi" (é assim que ela quer ser tratada pelos seus meninos) um dia venha a ser canonizada pelo Vaticano, porque os santos também têm que ter a cor e a religião certas. Repito: não gosto de santos. Muito menos de pau oco, muito menos de pose seráfica nas revistas. Mas gosto desta gente. Gosto desta gente que salva gente.
Não pensemos que é coisa do Terceiro Mundo. Na Itália, berço do conhecimento ocidental, uma associação semelhante inventou uma "roda" onde as mães abandonam as suas crianças devido ao crescimento alarmante do infanticídio e abandono de recém-nascidos nos hospitais. O volume corporal do bebé activa um sensor que manda um aviso ao serviço de urgências mais próximo. O mesmo sistema está a ser implementado na Alemanha.
E pensávamos nós que, na mui civilizada Europa, as "rodas" medievais tinham desaparecido...

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sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Uma era bela, loira, alva e bondosa. Era afável e alta, esguia e amiga das crianças e dos pobres. Fazia-se amar pelos espelhos. Vestia-se bem e devia cheirar ainda melhor. Tinha um toque de rebeldia que enamorava as conterrâneas, que sonhavam com o seu conto de fadas e o seu porte de princesa de outros tempos.
A outra amava os cavalos. Tanto que as feições se foram tornando equinas, e dizem as más línguas que o cheiro também. Não era loira nem bela; tinha cabelos crespos e de cor indefinida. Dizia palavrões numa voz roufenha. Nada do que vestia lhe assentava bem, e não era culta nem requintada.
Contudo, ele amava-a. Não a primeira, mas a segunda, contra um matrimónio arranjado, contra a própria família, contra uma nação inteira e mesmo um mundo cor-de-rosa que reclamava a imagem endeusada da primeira.
Mas ele amava aquela que não tinha encanto. Talvez porque ela fosse genuína, e o anjo louro não passasse de uma boneca de porcelana que por vezes corava.
Amava-a a tal ponto que há-de fazer dela a sua rainha. Custe o que custar. Por cima da imagem da própria perfeição, há-de vencer a humanidade da mulher simples que ele nunca esqueceu. A mulher que, tal como ele, era imperfeita, e cujo nariz adunco competia com as suas orelhas de abano. Aquela talvez com quem ele se sente irmanado, ele, que tão pouco tem a ver com o anjo louro e belo, porque é torpe e desajeitado.
A perfeição de Diana de Gales comprou-lhe o mundo, mas não o amor de um homem. Esse, doa a quem doer, há-de ser sempre da mulher que poderia perfeitamente ser a sua antítese de perfeição.
Para pensar.

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quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Como maior espanhol de sempre, foi escolhido o rei Juan Carlos. Está mal. Eu acho que devia ter sido o Julio Iglesias.

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domingo, 19 de agosto de 2007

"Distância. Nunca avancei pelo tapete até às cerimónias. Até à plenitude da vida da multidão, até à música autêntica e até ao cheiro dos homens. Nunca assisti a casamentos nem a enterros. Para mim tudo teve lugar na solidão do campanário com o som ensurdecedor dos sinos apelando com vozes de ferro, ou na cave onde roía juntamente com os ratos as velas e o incenso armazenados. (...)
Não posso ter a certeza de nenhum acontecimento ou lugar a não ser da minha solidão. Diz-me pois o que as estrelas contam de mim. (...)
Há no meu olhar uma ruptura por onde a loucura sempre escoa. (...)
Sou uma mulher louca a quem as casas piscam o olho e oferecem a hospitalidade dos seus ventres."

- Anais Nin, "A Casa do Incesto"

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sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Sangre y azahar en Cunninghame Graham


POR FERNANDO IWASAKI, in "ABC- edición de Sevilla" del 11/08/2007
"Fundador del partido socialista inglés, escritor trashumante, jinete consumado y amigo de Valle-Inclán, Joseph Conrad y Buffalo Bill, Robert Bontine Cunninghame Graham (1852-1936) fue un enamorado de la cultura hispánica, pues pasó su infancia en Andalucía, recorrió Hispanoamérica a caballo desde la Patagonia hasta Texas y murió en Argentina, donde todavía se le venera por sus cuentos sobre gauchos, cuchilleros y compadritos, que alguien debería cotejar algún día con los de Jorge Luis Borges.
Uno creía que el único vínculo entre Sevilla y Cunninghame Graham era Abelardo Linares, poeta y librero sevillano que ha editado las únicas obras del viajero escocés publicadas en España -El Río de la Plata (Espuela de Plata, 2004) y Trece Historias (Espuela de Plata, 2006)-, hasta que el propio Abelardo puso en mis manos una alhaja bibliográfica que tiene que ser una golosina para cualquier coleccionista de curiosidades sevillanas: Aurora la Cujiñi. A Realistic Sketch in Seville (Leonard Smithers, London, 1898), un primoroso folleto del que apenas se imprimieron quinientos ejemplares.
Gracias a la edición de C.T. Watts, Joseph Conrad´s Letters to Cunninghame Graham (Cambridge, 1969), sabemos que el autor de El corazón de las tinieblas no sólo disfrutó del segundo ejemplar numerado de aquella tirada («Tr_s cher ami: This morning I had the Aurora from Smithers Nº 2 of the 500 copies. C´est, tout simplement, magnifique», 30th July 1898), sino que lo recomendó a Edward Garnett («He read Aurora here. He thinks it is simply great», 27th August 1898), editor de Conrad y de Lawrence de Arabia. Garnett se entusiasmó tanto con la recomendación de Joseph Conrad que se lo encareció así a Cunninghame Graham: «At Conrad´s the other day I read your Aurora la Cujiñi. It is one of the finest things you had done, & certainly the richest in colour. Only an «impression» you will say. Yes, but something that transfers the intoxication to us» (26th August 1898). Es decir, una colorida y embriagadora historia, la mejor de todas las escritas por Cunninghame Graham.
¿Y cómo era esa Sevilla que fascinó al autor de Nostromo? ¿Quién era Aurora «La Cujiñi»? ¿Qué quiso contar Cunninghame Graham?
Amante de los caballos -sobre los cuales escribió varios libros como The Tale of Two Horses (1935), Rodeo (1936) y The Horses of the Conquest (1930), dedicado a su caballo «Pampa»- Cunninghame Graham no toleraba las carnicerías que se perpetraban durante las antiguas corridas de toros y así no tuvo reparos en describir todo el horror que le producía ver a los caballos destripados, agonizantes y desangrados en la plaza de la Mestranza, a quienes comparó con los mártires cristianos en el circo romano: «Hungry and ragged, they had trodden on their entrails, received their wounds without a groan, without a tear, without a murmur, faithful to the end; had borne their riders out of danger, falling upon the bloody sand at last, with quivering tails, and, biting their poor parched and bleeding tongues, had died just as the martyrs died at Lyons or in Rome, as dumb and brave as they». Así, en la Sevilla de Aurora la Cujiñi, el olor de la sangre de los caballos es más fuerte que el perfume de la primavera.
Otra cosa que llamó la atención de Cunningham Graham fue el «arte de piropear» de los sevillanos, cuya descarada manera de examinar a las mujeres y de ponderar las porciones más sobresalientes de sus anatomías, le recordó a los tratantes ingleses de caballos: «If a woman, rich or poor, a Countess from Madrid, or maiden of the Caloró from the Triana, chanced to pass, they criticized her as a prospective does a horse at Tattersall´s. Her eyes, her feet, her air, everything about her, were freely commented on, and if found pleasing then came the approving «blessed be your mother!» with other compliments of a nature to make a singer at a Paris café concert blush». Según Cunninghame Graham, los bares de la calle Sierpes se llenaban de hombres que todo el tiempo hablaban de toros, de política y de mujeres («The cafés were gorged with clients, all talking about the bull-fight, the Government, or disputing of the beauty and the nature of the women of their respective towns»). Menos mal que en eso sí hemos cambiado con respecto al siglo XIX, porque ahora en el siglo XXI además hablamos de fútbol.
Así, en aquella Sevilla que durante el día olía a sangre y a azahar, Cunninghame Graham buscó refugio nocturno en el Café del Burrero, que más que un templo flamenco se le antojó un antro machista («So on this evening the «Burero» was packed with men»). Un café-cantante cutre y oscuro como una cueva («An enormous music-hall, without a looking-glass, without a bar, without a velvet-cushioned seat, half lit by miserable oil lamps») y con una clientela más bien inquietante («the flower of the rascality of Spain»). Ahí, mientras los parroquianos bebían manzanilla y comían boquerones, un viejo gitano le contó la historia de Aurora «La Cujiñi», una gitana maravillosa que había bailado mejor que nadie, antes de morir trágica y misteriosamente. De pronto, una bellísima joven emergió de la noche oscura vestida como una gitana antigua («dressed in a somewhat older fashion than the others, her hair brought low upon her forehead and straying on her shoulders in the style of 1840, her skirt much flounced, low shoes tied round the ankles, a Chinese shawl across her shoulders») y ejecutó un baile profundo, sensual y hechicero, antes de esfumarse otra vez. Todos los gitanos del Burrero sabían que era un fantasma, pero todos jalearon y aplaudieron su baile, porque bailar era su gloria y su condena. «One God, one Cujiñi», balbuceó conmovido el anciano gitano.
¿Cómo podía encarnarse así un alma en pena? Cunninghame Graham quería creer que «La Cujiñi» regresaba del trasmundo a bailar, cada vez que el olor de la sangre y el azahar se fraguaban en el aire («she took a brief and fleeting reincarnation to breathe once more the air of Seville, heavy with perfume of spring flowers mixed with the scent of blood»). Ignoro si García Lorca leyó a Cunninghame Graham, pero seguro que habría admitido que «La Cujiñi» era lo más parecido al ser que conjuró en su conferencia «Teoría y juego del duende»: un gólem de sangre y azahar."

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quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Conheci-a numa reportagem de um jornal espanhol. Qiongma poderia ser apenas mais uma chinesa de meia idade, que reside com o filho e o pai idoso, um médico "reeducado" pelo regime maoísta, num apartamento minúsculo e bafiento de Pequim.
Mas não é. Ninguém fala nela, não há fotos dela na internet. Qiongma traz no dedo um anel sumptuoso com séculos de história e tem em casa um dragão de jade valiosíssimo, que o pai conseguiu enterrar quando Mao chegou ao poder e que sobreviveu a anos de repressão. Tem também a árvore genealógica da família, onde reina a sua antepassada Cixi. Sendo ela a quinta geração de descendentes desta imperatriz, é a última princesa chinesa, pois considera-se que a sexta geração já não tem pureza de sangue. Estas são as únicas heranças que restaram de um monumental império.
Mais alta do que o comum, dotada de uma inteligência excepcional, Qiongma passou de calar as suas origens a ser uma "convidada decorativa" que fica sempre bem na alta sociedade chinesa. Está na moda ter uma amiga princesa. Apesar disso, aquela que poderia ser a mulher mais poderosa do mundo foi abandonada pelo marido. O amor não conhece aristocracias.
Como não pode governar o país que vai governar o mundo, Qiongma escreve guiões de televisão e cinema - duas formas diferentes de controlar a realidade. Sonhos de alienação, digo eu.

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